Neste post, compartilho com a comunidade dois fluxogramas de tomada de decisão anestésica para gatos com obstrução uretral, com abordagens complementares:


🔹 Fluxograma 1

Elaborado por mim, com foco na tomada de decisão anestésica (sedação profunda vs anestesia geral), baseado na fisiopatologia do paciente, na literatura recente e na prática anestésica em pequenos animais.


🔹 Fluxograma 2

Fluxograma institucional da FMVZ Unesp Botucatu, baseado em metas fisiológicas de estabilização, amplamente utilizado no ambiente hospitalar universitário, e fundamentado em consensos internacionais, livros-texto e evidências clínicas.

Ambos os materiais têm como objetivo auxiliar o raciocínio clínico, e não substituir o julgamento individual do anestesista.


🔍 O que os fluxogramas abordam:

  1. Reconhecimento do gato obstruído como paciente crítico
  2. Avaliação clínica, laboratorial e eletrocardiográfica antes da anestesia
  3. Manejo da hipercalemia, acidose metabólica e desidratação
  4. Critérios mínimos de segurança para sedação ou anestesia geral
  5. Importância da reavaliação após cada intervenção terapêutica


Basicamente a mensagem final é que sedação ou anestesia não devem ser decisões automáticas no paciente felino obstruído.

A escolha da técnica anestésica deve ser guiada pela fisiopatologia individual, pelo estado metabólico e cardiovascular, e pela resposta do paciente às medidas de estabilização.

Os valores apresentados (K⁺, pH, BE, ECG, hidratação) são metas clínicas, não números absolutos.

Cada gato deve ser avaliado de forma individual.


  1. Quais critérios vocês utilizam para indicar sedação vs anestesia geral?
  2. Já observaram instabilidade anestésica associada à hipercalemia?
  3. Quais estratégias de estabilização funcionam melhor na rotina de vocês?


👉 Anestesiar o gato obstruído é, acima de tudo, um exercício de raciocínio fisiológico.